A Indústria da moda e a revolução dos padrões
- Janaína Barbosa

- 23 de nov. de 2020
- 2 min de leitura
Com a revolução dos padrões de beleza, o debate do tema se faz necessário visando unir os diferentes públicos

Blogueiras apoiam movimento corpo livre — Foto: Instagram/Reprodução
Os padrões de moda e beleza vem mudando ao longo dos anos e em 2020 tem se tornado cada vez mais necessário discutir a moda e a beleza fora dos padrões. Com essa proposta, a marca de moda e cosméticos fenty ganhou visibilidade, aderindo ao debate ao realizar o desfile savage x fenty, quando desfilaram modelos “fora do padrão de beleza”.
O debate sobre essa diferenciação dos corpos, classificados entre os que estão ou não dentro de um padrão estético, ganha espaço e adeptos no mundo da moda. “Infelizmente para quem faz a moda, desde os tempos antigos, o padrão de corpo é o magro, apesar de que o plus size vem ganhando espaço nas passarelas. Eu, por exemplo, consigo algumas parcerias no meu Instagram, mas não se compara a visibilidade que é dada aos corpos magros”, diz a blogueira Laís Sales.
Ao longo do tempo podemos perceber que pessoas com corpos fora do padrão estão ganhando voz para conquistar o seu espaço no mundo da moda. Aos poucos vemos estilistas, fabricantes, modelos e blogueiras de corpos e estilos diferenciados, fazendo com que milhões de consumidoras sintam-se representadas.
Segundo a empreendedora Andressa Sampaio, gestora de uma loja virtual que atende clientes plus e slim, o corpo no mundo da moda é a base pra tudo: “mas infelizmente ainda existem muitos corpos esquecidos, que aos poucos vem ganhando espaço, principalmente corpos plus.Muitos estilistas e fabricantes da moda ainda se restringem muito a numeração voltadas para modelos slim”, explica.
A indústria da moda atualmente tem vendido cada vez mais peças na numeração 48, se comparada a quantidade que era vendida ano atrás. Mas mesmo com tantas mudanças, as peças de numeração 34 ainda são as mais encontradas, apesar do público plus ser maior. A indústria ainda se prende ao antigo padrão estético e por isso as roupas plus sempre são mais caras e mais difíceis de serem encontradas.
Laís Sales enxerga a moda influenciando de maneira negativa o corpo da mulher, pois quando vê um lançamento já sabe o quão difícil será encontrar a peça ideal para o seu corpo e como isso afetará na sua auto-estima.
“A moda é só uma palavra. A verdadeira moda é aquilo que faz a gente olhar no espelho e se sentir bem, se sentir bonita e confortável acima de tudo. Não adianta comprarmos uma roupa que está na moda e não nos sentirmos bem com aquela peça, independente se você é 34,48 ou 60. Se você não começar a gostar do seu corpo, não vão ser pedaços de tecidos que irão mudar isso,” conclui a empreendedora Andressa Sampaio.


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