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Tabus que silenciam: por que falar sobre sexualidade feminina é quase um crime?

  • Foto do escritor: Gabriela Araújo
    Gabriela Araújo
  • 24 de nov. de 2020
  • 1 min de leitura

Atualizado: 5 de dez. de 2020

No século XXI, os avanços nas esferas sociais e tecnológicas marcam o cenário de uma era com novas perspectivas. Diante de tantas mudanças, um tema ainda permanece envolto por inúmeros mitos, tabus e pensamentos retrógrados: a sexualidade feminina.


Foto: Freepik



Diversos fatores favoreceram — e seguem favorecendo — a instalação e permanência desses tabus. Ensinamentos repressores são contribuintes diretos para que o tema ainda seja tratado como um crime. Desde muito cedo, somos ensinadas a reprimir o nosso prazer e a entender a atividade sexual como componente exclusivo para fins reprodutivos. Apesar de tantas revoluções e evoluções, o universo da sexualidade feminina permanece sendo uma área pouco conhecida.


A influência cultural também é fator determinante quando esse assunto é colocado em pauta. Não é necessário visitar todos os países do mundo para constatar que as sociedades são, de maneira geral, machistas. Uma mulher que fala abertamente sobre sexo e sexualidade afronta os valores tradicionais e ultrapassados que acompanham o corpo social. Tratar desse assunto como uma espécie de pecado ou algo que não deve sequer ser falado em voz alta afeta o conhecimento que a mulher deve ter sobre si mesma e sobre o seu corpo.


Livrar-se dos tabus exige mudanças sociais e culturais. Para que isso aconteça, o acesso a informação é o primeiro passo. Uma sociedade bem informada é sinônimo de evolução, além de contribuir no combate aos silenciamentos. Ser protagonista da sua própria sexualidade é um direito que foi retirado da mulher e precisa, imediatamente, ser devolvido. No fim das contas, todos saem ganhando.

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